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Sinopse
Há portões que não se abrem: revelam.
No rumor da infância, entre ecos de medo e fulgores de assombro, o narrador descobre que a autoridade pode ser sombra, que a amizade é um fio frágil e que o desejo —ainda inocente— acende labirintos que não se esquecem.
Nas ruas húmidas da Galiza dos sessenta e setenta, a escola, a fé e a família erguem um mundo de silêncios, onde cada gesto ilumina ou fere. Através de um olhar que aprende a nomear o que dói, Lourenço Álvarez compõe um relato de iniciação tecido de ternura, humor e feridas que ficam a arder por dentro.
Galardoado com o Prémio Ricardo Carvalho Calero de Criação Literária 2025, O portão verde é um livro que respira como a memória: com luzes que voltam, com sombras que persistem, com a beleza inquieta do que nos forma para sempre.